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CRÍTICAS - 38º FENATA
Peça: O BECO Falsas saídas prejudicam “O beco” O casal de velhos de “O beco”, espetáculo da Companhia Fantokid’s Teatro de Bonecos, de Maringá, nos remete de pronto ao universo de Samuel Beckett, o teatrólogo irlandês que revolucionou a linguagem da cena implodindo as convenções narrativas e convidando o ator a materializar no palco aquilo que transcende sua presença de carne e osso. É o caso de “Fim de jogo”, que conforma em bases metafísicas e existencialistas a relação de poder entre os protagonistas Ham e Clov e, deles, com dois personagens paralelos enterrados cada um em seu latão, mostrados do tronco para cima quando de lá emergem. ... Peça: AS ESPERTEZAS DE ARLEQUIM “Arlequim” visita o clássico com convicção Com três anos de estrada, o Grupo Arte da Comédia, de Curitiba, vai aos clássicos com convicção. O gênero teatro de rua e seus matizes medievais da Commedia Dell”Arte são sustentados com veemência em ‘As espertezas de Arlequim”, da preparação do elenco aos figurinos. O autor e diretor Roberto Innocente passeia pelas máscaras principais do teatro popular, a começar pelo bufão que aparece no título. O servo Arlequim, um palhaço de mancheia, faz contraponto aos desmandos do patrão Pantaleão, um avarento. Ambos morrem de amores por Ricciolina, o coração da história de amor com final feliz. Mais universal impossível, a maneira de contar essa história é que são elas. ... Peça: COISAS DE MENINO BONECO Os sentidos cênicos da visão e da escuta Todo artista lida com um problema-chave: dar forma ao plano das idéias. “Coisas de menino-boneco”, da Companhia Clara Teatral, expõe o quão a travessia é difícil. O núcleo que soma cinco anos de atividades em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, está no meio dela. Seu espetáculo cativou a plateia nos primeiros minutos da sessão no Auditório B do Cine-Teatro Ópera, maioria tomada por crianças com menos de 7 anos, mas não conseguiu interessá-las até o final daquela que se revelou uma longa jornada do protagonista em seu dia de exploração imaginária adentro. Uma encenação ensimesmada como o menino em seu quarto. ... Peça: A FOLIA NO TERREIRO DE SEU MANÉ PACARÚ Arrocha que lá vem a folia das vicissitudes O profano em sua extensão mais festiva, como a borrar as noções de bem e de mal no que há de mais humano em cada ser, é celebrado com alegria contagiante no mamulengo ao pé da letra que aportou na programação do Fenata. “A folia no terreiro de seu Mané Pacaru”, por obra e graça de Daniel Cavalcante e Trio Agrestino, todos sob o guarda-chuva do Grupo Teatro Mamulengo da Folia, de São Paulo, conectou o calçadão central de Ponto Grossa com as raízes do cômico popular do Nordeste do país, cuja rica tradição é visitada com propriedade: todos os envolvidos, do manipulador aos músicos de forró, claro, possuem ascendência nordestina, brincaram e viram brincadeiras assim desde criança. Daí o talento para interagir calorosamente desde o prólogo, cerca de 15 minutos antes de desenhar-se o círculo de espectadores na semiarena da empanada, a barraca de pano que abriga os bonecos no alto, dançando suas histórias regidas por intervenções do acaso. .. Peça: AS INSCRÍVEIS HISTÓRIAS DE JOE EM:
CORAGEM PRA QUEM TEM MEDO A incompletude preenchida Nos bonecos da Pedagogia Waldorf, a indefinição dos traços faciais estimula a criança a identificar-se de acordo com sua capacidade de fantasiar o amigo, no caso, preencher o rosto “invisível” pelo qual se deixará afetar profundamente. A Companhia Manipuladora de Formas Etc. e Tal, de Itajaí (SC), nos faz lembrar do conceito alemão de aprendizagem surgido no século XX e disseminado, inclusive, por brinquedos baseados na incompletude. Por extensão, incompletude ou falibilidade que são da vida. O espetáculo As incríveis histórias de Joe em: coragem pra quem tem medo apóia-se em pesquisa refratária ao lugar-comum quando o assunto (e a forma) é teatro para crianças. O título cinematográfico (e, afinal, há uma pitada de thriller em jogo) pode enganar a quem deduz a busca por efeitos. A criação respeita e estimula a inteligência de seu público. Convoca-o a rechear a trama simples com o imaginário. ... Peça: A FARSA DO ADVOGADO PATHELIN Peça: SALTIMBEMBE MAMBEMBANCOS Palavra: tinha um circo no meio da rua O quinteto do Grupo Rosa dos Ventos não faz muito barulho por nada. Faz por tudo, com sua banda de um homem só, com a escatologia pelos cotovelos. E ninguém sai indiferente. Os dois espetáculos apresentados em Ponta Grossa são a súmula da pesquisa de 11 anos que ambiciona cruzar as linguagens do circo e do teatro de rua. Por mais que pareçam próximas na curva ancestral das artes cênicas, elas pedem especificidades e são exigentes com aventureiros que pensam que podem encontrar uma terceira via com um estalar de dedos. O núcleo, ao contrário, aventura-se com consciência de causa e dá notícias que colherá mais frutos com a maturidade que bate à lona. Na criação coletiva “Saltimbembe Mambembancos”, o picadeiro é absoluto. Aqui, os palhaços nomeados Madureira, Dez pras Sete, Beterraba, Custipil de Pinoti e Nicochina vão à forra na testosterona e na seretonina, para delírio da roda e do entorno mais expandido: janelas e varandas disputadas nos edifícios do calçadão. Encaixa-se plenamente o estilo do quinteto. Sua musicalidade orgânica: Nicochina é o pulmão incidental na execução ao vivo, onomatopéias e arranjos. Seu radicalismo nas citações escatológicas, sem esmorecer um segundo da imoralidade que a plateia partilha de modo explícito ou subterrâneo. Um despudor que diz respeito à máscara do palhaço, seu estado provocador sem mesuras. É ela, ainda que borrada grosseiramente no rosto dos artistas, fiéis ao espírito roto do mambembe que evocam, é essa máscara que dá liga aos quadros circenses exímios, replicados como lupa do que vemos em “Pathelin”, com o devido respiro interativo, se é que se pode dizer assim. O credenciamento da maturidade artística do núcleo veio pela bem- sucedida inclusão de um intruso, daqueles que frequentemente atravessam a cena ao ar livre. Um homem de cabelos grisalhos pisa o círculo azul com gestos abruptos, dando a entender que a cena seguiria sob tensão ou seria interrompida a qualquer momento. Nada. O sujeito ganhou função, figurino e chapéu no vaivém da valsa. O Rosa dos Ventos dissipou a preocupação dos organizadores do Fenata. Os atores conduziram o espetáculo sem deixar a peteca, ops, os pinos caírem, virtuosos que são. Alinharam-se ao autointitilado convidado na hora dos agradecimentos. E, para coroar, lhe atribuíram o título de diretor do espetáculo. Esse gesto generoso diz muito sobre outra face oculta do grupo: seu potencial para contracenar com o lirismo do palhaço, tocar outras zonas do eu feminino para enriquecer as leituras de sua presença no meio do caminho. Uma pedra também é poesia.
Peça: LÁ, NO FUNDO DO MAR... O aquário e a gota d’água Um dos perigos do teatro de animação é cair na ilustração. Bonecos e objetos que redundam aquilo que o espectador está vendo. Literais. “Lá, no fundo do mar...”, da Companhia Apatotadoteatro, de Florianópolis, leva a forma e o conteúdo ao pé da letra. Transforma o palco no espaço cênico de um aquário, tira o oxigênio do sentido presencial da arte ao vivo, a comunhão. Sua escritura cênica, anunciada como criação coletiva, não introduz camadas. É como se o espectador fosse separado do vidro em que observa as figuras marítimas, o cardume, as algas, o cavalo-marinho, o tubarão cuja proporcionalidade até avança para o primeiro plano. No mais, a experiência remete a um filme em 3D sem cumpri-la: é da natureza do teatro alcançar essas outras realidades por meio dos seus elementos próprios, um roteiro ou uma dramaturgia que os amarrem para libertar o imaginário do qual os atores nos dão fé. ... Peça: JOÃO COME FEIJÃO Aos que desejam vê-lo, o universo mora nos detalhes Contos de fada são imanentes ao teatro para crianças. Conseguir recriá-los para a cena com a verdade que só os olhinhos são capazes de fisgar é feito desejado por todo artista. “João come feijão”, da Companhia Mariza Basso Teatro de Formas Animadas, de Bauru, tem fome de dar conta de todo o leque de linguagens que expõe. E deixa de saborear a fundo uma ou outra que já estaria de bom tamanho, se sorvida com esmero, para iluminar o clássico do inglês de Joseph Jacobs, “João e o pé de feijão”. Os bonecos, os objetos e a narração de história são suportes frágeis para a adaptação assinada pela também diretora e atriz que dá nome ao grupo do noroeste paulista. Os bonecos de pano do menino do título e de sua mãe são os protagonistas que a manipulação de Mariza Basso e Ezequiel Rosa não nos dão a ver com as respectivas auras, por assim dizer, porque passam por eles de forma ligeira. O tempo é maltratado em todo o espetáculo: o tempo do gesto, o tempo da respiração, o tempo das figuras, o tempo da neutralidade dos atores-manipuladores, o tempo da modulação da voz narradora, etc. A imagem que fica na retina é a dos artistas mecanizados no trato com os bonecos e objetos, tornando inexpressivos os sentimentos. Falta delicadeza ao registro de manipulação tornado refém da contação. No afã de narrar, a montagem supervaloriza a palavra e torna obscura aquela que seria a sua matéria-prima: a animação. O texto reitera o que objetos e bonecos poderiam mostrar, mas seus criadores não ajudam, atropelam as boas ideais. O fio da fábula está preservado, ou falado, melhor dizendo, transporto para a banca tradicional de feira onde um vendedor ambulante negocia as peripécias de João, um enredo que envolve sua mãe e a vaca leiteira que sustenta a família. Já a capacidade de transportar o público a diversos instantes e lugares da ação, como o palácio, a visão do gigante, o tronco que ascende ao céu, esses “detalhes” foram traídos pelo projeto artístico. João estava siderado pela vida material, podemos deduzir, ele que fora mobilizado pela falta do que não imaginava ter, até os pés no chão lhe mostrarem o quanto as pessoas e o mundo moram nos detalhes. ... Peça: O QUADRO DAS MARAVILHAS Coreto arrumadinho pede bagunça “A gente tem que mudar os objetos de lugar”. Um personagem. “Tudo está no seu devido lugar”. Outro personagem. O dilema da montagem de rua “O quadrado das maravilhas”, com a Companhia de Teatro Univille, de Joinville, é saber se faz palco na rua ou rua no palco. O espaço configurado no calçadão central de Ponta Grossa é semiarena com direito a coxia – nenhum dos pedestres passa atrás da área reservada só aos atores nas trocas de figurinos, uma reserva territorial em espaço público que não atina com a determinação mais gregária dessa arte milenar. A cenografia de fato vem a baixo, no encerramento, quando a nobreza desmoraliza de vez. Até lá, porém, a roda em meia lua já desistiu da história que inspira curiosidade pelo mote, o atemporal conflito de classes, e pelo colorido suntuoso dos figurinos, adereços e maquiagens sem contraste com macacões de operários em texturas igualmente caprichadas. Peça: PEQUENAS COISAS Ateliê de existir Assistir ao repertório de um núcleo artístico é tornar-se íntimo dele, perceber entranhas nem sempre identificáveis num primeiro encontro. A trinca de espetáculos do Grupo Morpheus Teatro, de São Paulo, reflete o salto que a produção brasileira de formas animadas deu a partir dos anos 1990. Da tradição surgida na década de 1970 - caso do Giramundo de Belo Horizonte e do Mamulengo Só Riso de Olinda -, passando pelos contemporâneos Sobrevento, Companhia Trucks, XPTO e Caixa de Imagens, para citar alguns coletivos de São Paulo, os criadores esquivam-se da infantilização e arriscam-se em investigar outros caminhos para a manipulação, a dramaturgia, seu tema e como encená-lo sem medo de que vá agradar mais a adultos ou crianças, muitas vezes encontrando o meio termo, resposta que vem do experimento. A comoção do público em plena noite de segunda-feira no Ópera, sessão das 22 horas, atingiu a dimensão do sagrado manifestada de quando em quando no cotidiano dos fazedores e espectadores das artes cênicas. Um homem, um boneco, e tudo se fez em “O princípio do espanto”, obra-prima com a qual o criador, ator e manipulador João Araújo circula desde 2002 e quatro anos depois conformou o Morpheus com seus pares. Trata-se de uma criação de traços autobiográficos comunicada com a sofisticação de um luthier, uma capacidade incrível para distanciar-se do discurso ególatra sobre o vazio e torná-lo visível por meio do boneco confeccionado pelo artista sobre uma base de resina branca, talvez a plasticina. Um ser sem boca e sem olhos, visto de perto. E da perspectiva da plateia, durante a apresentação, um rosto vincado pela dor e pela delícia de ser e estar no mundo. Robertinho, como Araújo batiza seu boneco, é extensão da pele de seu manipulador, sua respiração boca a boca para suportar o fôlego da montanha-russa emocional. Estão em pauta o desnudamento diante do espelho, os sentidos da espiritualidade e até a desconstrução do amor romântico na relação uma terceira figura, a moça que desabrocha da metamorfose de um espanador. Falamos em respiração. Araújo manipula as costas do boneco com a boca. Balbucia, ofega, tartamudeia. As mãos e o corpo todo do ator é colocado sob o mesmo (im)pulso do boneco, alargando a território do íntimo para além das raias em que são mantidos criador e criatura. A dramaturgia põe os olhos vivíveis e invisíveis sob tensão e sob ternura. A consciência das sobras interiores leva o boneco ao confronto direto com aquele que lhe assopra a vida, reage com arroubos físicos que elevam a voltagem do espetáculo que põe a audiência em suspenso. Em “Pequenas coisas”, a triangulação de Araújo com outros atores-manipuladores, Verônica Gerchman e Yuri de Franco, amplia horizontes na sequência de quadros de alumbramentos tocantes à solidão, à cerimônia de adeus, ao regateio do desejo. As fisionomias, atitudes e desenhos d’alma estão mais delineados. Duas cenas. O maestro com a pungência do rito diante da orquestra e a serenidade diante da morte. A busca de afeto e reconhecimento pelo toque entre um velho e uma criança, um abraço fraternal numa sociedade condicionada pela desconfiança do outro. A angústia da espera de uma mãe que ajeita a casa e o coração para recebê-la, ao que tudo indica, em vão, voando alto em pensamentos verbalizados em off. Essas células independentes, às vezes breves, são intercaladas com suavidade de uma cena a outra, uma dinâmica de revelação da espacialidade do palco que também é o esvaziamento das tensões – um vácuo que tem a ver com o preenchimento de energia na simbiose boneco-manipulador-espectador. Já “Pés descalços” é a face Morpheus para crianças, ou nem tanto. Incorpora outras duas integrantes ao elenco, Dani Boni e Luana de Lucca, além de valorizar a música ao vivo, o duo violão e voz. A incomunicabilidade retorna agora na semente da amizade entre um menino e uma menina que brincam no tanque de areia do parque público. O espetáculo reafirma a presença do ator de neutralidade tênue na hora de manipular, como se esconder também fosse um opção forçada. Essa linha tênue entre mostrar ou não independe da capacidade da equipe de convencer sobre os gestos e sentimentos em jogo. No afã de exibir um zoom no entorno daquela viagem das crianças que iniciam uma amizade, o Morpheus dá um passo ousado em relação à ação física dos atores, um parênteses entre o início e o fim do espetáculo. O prólogo desequilibra porque exigira um ator mais vocacionado para representar, o que não parece o caso do quinteto que arrebata justo na contundência com que lida com os bonecos a quatro ou seis mãos, lá e cá, dançando entre os pés na areia, os objetos satélites e o diálogo cativante entre esses anjos do jardim da infância. Quando “vestem” a máscara humana, o desnível é flagrante, periga resvalar no patético – e quem sabe foi essa a intenção. Enfim, um passeio por três espetáculos sob o signo introspectivo da manufatura Morpheus Teatro, coerência estética, inovação e obsessão pelas formas animadas e, sempre que possível, construindo momentos de epifania. ... BALANÇO GERAL Público formado credencia Fenata a ousar mais Foi minha primeira vez no Fenata, o Festival Nacional de Teatro que chegou à 38ª edição em Ponta Grossa. Carrego a lembrança do público local, sua disponibilidade e atenção para a cena. A afluência de adultos e crianças, inclusive nos horários mais incomuns para uma sessão de teatro, quase sempre lotada - como aquela de “O princípio do espanto”, com bonecos do Grupo Morpheus, às 22h de uma segunda-feira. Nem o cidadão que atendeu ao celular em voz tonitruante, por longos segundos, na apresentação de “Um dia ouvi estrelas”, da Companhia Teatro da Cidade, no palco de Palmeira, o município vizinho, demoverá a imagem de um espectador local formado ao longo dos anos. É um tesouro do qual o Fenata pode se orgulhar, a postura da plateia e sua qualidade aferida num “monólogo” não-verbal de um boneco e seu manipulador transcorrido sob profundo silêncio e emoção. Num encontro que tive com estudantes de Jornalismo na UEPG, jovens em sua maioria inclinados ao jornalismo cultural, falamos desses paradoxos na terra do Fenata, décadas de agito cultural que não irradiam em práticas continuadas no campo da pesquisa e da criação artísticas. Ou mesmo num departamento de artes cênicas na UEPG. A iniciativa louvável do Festival brotada no âmbito da universidade carece, quem sabe, pelo da perspectiva deste interlocutor de fora, de um protagonismo mais efetivo da própria UEPG. Como o fazem suas colegas Universidade Estadual de Londrina, com o Festival Internacional de Londrina, há 40 anos, e Universidade Regional Blumenau, com o Festival Internacional de Teatro Universitário, há 23 anos. São eventos que maturaram sua identidade e passaram a provocar o meio das artes cênicas, quer brasileiro ou estrangeiro. A ousar o espírito transformador da cultura inerente à educação e à cidadania. A proximidade da 40ª edição pode ser ocasião propícia ao Fenata para repensar o seu formato, conclamar as secretarias estadual e municipal de Cultura a assumir seus papeis em termos de políticas públicas, ou ausência delas, e fomentar o teatro, formar artistas e incentivá-los com atitude e dignidade que essa arte merece, como prova o festival ano após ano. O sistema do teatro brasileiro passou por grandes mudanças nesta década, vide os mecanismos federais ou leis que permitem chamar a iniciativa privada a contracenar com a arte e a cultura. Talvez tenha chegado a hora de o Fenata ir à boca de cena com mais convicção do talento que seu público e sua história o credenciam. MERDA!
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